terça-feira, 18 de agosto de 2026

Hayden Panettiere (1989 - 2026)

 


A actriz norte-americana Hayden Panettiere morreu no domingo, 16 de Agosto, cinco dias antes de completar 37 anos, depois de uma vida que começou praticamente ao mesmo tempo que a sua carreira — e que uma geração inteira acompanhou de camarote. Vimo-la crescer ao mesmo tempo que nós e interpretar personagens que ficaram para sempre gravadas na nossa memória colectiva.

Com enorme pesar, a família confirmou a sua morte através do seu representante, descrevendo-a como uma pessoa vibrante, uma “força da natureza” e uma “luz na vida de quem a conheceu”. Panettiere, que já tinha perdido o irmão, Jansen, de 28 anos, em 2023, foi encontrada sem vida numa residência em Greenville, na Carolina do Sul. Foi declarada morta no local, depois de os meios de emergência terem tentado reanimá-la. As autoridades não encontraram sinais de traumatismo nem indícios de crime. A causa e a forma da morte permanecem, para já, indeterminadas e sob investigação. Entretanto, foram divulgadas comunicações da linha de emergência 911 nas quais se ouvem referências a uma possível “overdose” e a uma “paragem cardiorrespiratória”.

Possuidora de uma beleza etérea e angelical, Hayden Lesley Panettiere, nascida a 21 de Agosto de 1989, em Nova Iorque, não chegou propriamente a ter uma infância convencional. Começou a fazer publicidade com apenas onze meses — num anúncio a um comboio de brincar da Playskool — e aos quatro anos já tinha conseguido um papel regular na novela «One Life to Live». Seguiram-se quatro anos em «Guiding Light» e, ainda antes de chegar à adolescência, já tinha emprestado a voz à pequena Dot de «A Bug’s Life».

Aos onze anos, contracenou com Denzel Washington em «Remember the Titans», interpretando Sheryl Yoast, a filha do treinador Herman Boone, e foi somando pequenos e grandes papéis em filmes como «Joe Somebody», «The Affair of the Necklace», «Raising Helen», «The Dust Factory», «Racing Stripes» e «Ice Princess», ao lado da também entretanto falecida Michelle Trachtenberg — filme para o qual chegou mesmo a ter de aprender a patinar.

Aos 12 anos, foi a filha de Calista Flockhart na mítica série «Ally McBeal», roubando corações com uma personalidade determinada, perspicaz e um tanto ou quanto neurótica, numa versão infantil que parecia carregar uma pequena advogada dentro de si.

Em 2006, aos 17 anos, chegou o papel que transformaria uma jovem actriz de sucesso numa estrela internacional. Em «Heroes», a série criada por Tim Kring, Hayden interpretou Claire Bennet, a cheerleader adolescente cuja capacidade de regeneração a tornava praticamente indestrutível.

Na sala de espera para uma das audições estava nada mais, nada menos do que Emma Stone. Anos mais tarde, a actriz contou à Vanity Fair que entrou na sala de casting, deu o seu melhor e saiu para aguardar. Lá fora, ouviu a euforia desmedida dos directores perante a candidata seguinte:

“Numa escala de 1 a 10, tu és um 11.”

Era Hayden.

E a frase “Save the cheerleader, save the world” tornou-se uma das mais reconhecíveis da televisão daquela época, enquanto Claire se transformava rapidamente na personagem mais emblemática e amada da sua carreira.

O sucesso foi retumbante. Panettiere passou a frequentar convenções de ficção científica, a viajar pelo mundo e a ser reconhecida por um papel que ajudou, ironicamente, a cristalizar o estereótipo de que mais tarde se queixaria: o da loira popular, bonita e aparentemente superficial.

Em entrevistas, lamentava que, depois de «Heroes», «Racing Stripes» ou «Ice Princess», muita gente simplesmente assumisse que aquele era o único tipo de papel que conseguiria interpretar, esquecendo trabalhos dramáticos como «Normal», ao lado de Jessica Lange e Tom Wilkinson.

Queria mais.

Em 2011, Wes Craven deu-lhe a oportunidade de provar que a cheerleader de «Heroes» também podia sobreviver a um filme de terror. Em «Scream 4», tornou-se Kirby Reed, uma adolescente cinéfila, inteligente e muito mais preparada para enfrentar Ghostface do que a maioria dos seus antecessores.

A personagem ganhou rapidamente estatuto de favorita dos fãs e, mais de uma década depois, Panettiere regressaria ao papel em «Scream VI», em 2023 — um regresso particularmente significativo depois de vários anos afastada dos ecrãs.

Mas foi na televisão que encontrou aquela que viria a ser, simultaneamente, uma das personagens mais importantes e mais dolorosamente próximas da sua própria vida.

Em 2012, aos 23 anos, Hayden mudou-se para a “Music City” para protagonizar «Nashville», ao lado de Connie Britton, Charles Esten e das também incrivelmente talentosas Lennon e Maisy Stella, dando vida à conturbada estrela de música country Juliette Barnes.

Nada de novo para quem já tinha experiência musical: Panettiere gravara vários temas, lançara singles a solo, como “Wake Up Call”, em 2008, e dera voz a várias canções para bandas sonoras.

Na capital mundial da música country, a sua Juliette era ambiciosa, egocêntrica, vulnerável e frequentemente autodestrutiva mas era incomparavelmente brilhante e somava êxito atrás de êxito:

Boys and Buses, I'm a Girl, Trouble Is, Wrong Song (dueto com Britton) e Tell That Devilcontinuam a ecoar como provas da sua versatilidade, a par de hinos de catarse emocional como Nothing In This World Will Ever Break My Heart, Undermine (dueto com Esten) ou a sua desarmante rendição de “Crazy”, dos emblemáticos Patsy Cline e Willie Nelson.

Performances e canções que não eram apenas sucessos de ficção mas registos do poder vocal e do magnetismo de uma artista completa, que lhe valeu duas nomeações para os Globos de Ouro. No entanto, aquilo que inicialmente parecia apenas mais uma personagem complexa acabaria por adquirir contornos assustadoramente autobiográficos.

Enquanto Juliette enfrentava problemas com álcool, relações tóxicas, gravidez e depressão pós-parto, Hayden estava, na vida real, a atravessar algumas dessas mesmas batalhas.

A actriz revelou posteriormente que começara a receber aquilo a que chamavam “happy pills” quando tinha apenas 16 anos — medicamentos que, segundo contou, lhe eram dados para a ajudarem a parecer mais animada durante entrevistas. O que começou como uma tentativa de a tornar mais “feliz e apresentável” perante as câmaras acabaria por contribuir para uma relação destrutiva com substâncias e álcool.

Em 2014, nasceu a sua filha, Kaya, fruto da relação com o pugilista ucraniano Wladimir Klitschko, com quem Hayden mantivera uma relação intermitente desde 2009 e de quem chegou a ficar noiva.

Ter-se-ão conhecido em 2008, numa festa de lançamento do livro de um amigo em comum. Hayden, que tinha cerca de 1,57 metros, ficou impressionada com a estatura do peso-pesado, uns imponentes 1,98 metros. Segundo a própria actriz, terá olhado para ele e exclamado:

“You’re huge!”

Klitschko terá olhado para baixo e respondido simplesmente:

“You’re tiny!”

Um meet cute digno de uma comédia romântica mas a relação de nove anos, entre avanços e recuos, e a subsequente maternidade não trouxeram consigo a derradeira felicidade que todos lhe desejávamos.

Pouco depois do nascimento da filha, Hayden entrou numa profunda depressão pós-parto.

“O problema não era sobre o que está ou não está mal na minha vida. A questão era que eu tinha tudo o que alguma vez quis — um óptimo trabalho, um bebé, amigos, um noivo — e, no entanto, continuava infeliz.”

Mais tarde explicou que não sentia qualquer rejeição pela bebé; o problema era ela própria. Sentia-se profundamente deprimida, perdida dentro de uma espécie de “nevoeiro” que não reconhecia como seu, e começou a utilizar o álcool como forma de tentar calar aquilo que não conseguia compreender.

“Eu simplesmente achei que havia algo seriamente errado comigo, por isso pensei: ‘O álcool vai arranjar isto — duh!’ E não arranjou. Faz isso por um momento, mas depois torna tudo pior.”

A tudo isto acrescia a cruel coincidência de estar a trabalhar diariamente numa série cuja protagonista começava a atravessar exactamente os mesmos problemas.

Mais tarde, Hayden viria mesmo a dizer que chegou a deixar de conseguir perceber onde terminava Juliette e começava Hayden. Ia para o trabalho representar os seus próprios demónios e, quando regressava a casa, já não queria ficar sozinha com eles — só queria escapar-lhes.

Em 2015, durante a produção da série, procurou tratamento, e a sua ausência no ecrã foi integrada no arco dramático de Juliette, que se isola de todos os que a amam e entra numa espiral descendente, parcialmente camuflada de jornada de autoconhecimento e descoberta.

Quando «Nashville» terminou, em 2018, depois de seis temporadas, o relacionamento com Klitschko também chegou ao fim e Hayden afastou-se praticamente por completo da vida pública.

Nos anos seguintes, a situação agravou-se. Precisou de tratamento prolongado, passou cerca de oito meses numa instituição e acabou por perder a custódia da filha. Após a separação, Kaya passou a viver com o pai na Europa. Confrontada com as insinuações implacáveis da imprensa, Hayden viria mais tarde a explicar a devastação por detrás daquela decisão: entregar a guarda da filha foi uma das decisões mais dolorosas da sua vida, mas, consumida pelos seus problemas, acreditava que afastá-la era a única forma de ser uma boa mãe.

O abismo aprofundou-se ainda mais com o relacionamento com Brian Hickerson, marcado por episódios de violência doméstica que culminaram numa ordem de protecção, detenção e condenação do agressor.

Mas Hayden não se deixou engolir pelo precipício.

Transformou o seu calvário em matéria-prima para a reconstrução. Em vez de se esconder sob a lupa permanente da especulação, quebrou o silêncio e passou a falar publicamente sobre dependência, depressão pós-parto, recuperação e violência.

Depois de vários anos afastada de Hollywood, regressou aos ecrãs, primeiro com «Scream VI», em 2023, voltando a vestir a pele de Kirby Reed — personagem que muitos fãs tinham assumido que jamais voltariam a ver. Seguiu-se «Amber Alert», em 2024, um thriller protagonizado ao lado de Tyler James Williams, no qual interpretou uma mulher envolvida numa perseguição desesperada depois de detectar um veículo que poderá estar relacionado com o rapto de uma criança.

Panettiere explicou que o trabalho em «Scream 4», sob orientação de Wes Craven, lhe tinha ensinado muito sobre a construção da tensão e que utilizara essa experiência em «Amber Alert».

A sua biografia confunde-se, de certa forma, com a própria evolução no ecrã: foi a bebé dos anúncios, a estrela precoce das novelas, a voz da animação, a líder de torcida invencível e inquebrável, a princesa adolescente, a diva da música country, a sobrevivente, a mãe e a mulher em dolorosa recuperação.

E quando parecia finalmente estar a recuperar uma vida profissional interrompida demasiado cedo, decidiu contar a sua própria história.

Em Maio deste ano, publicou «This Is Me: A Reckoning», as suas memórias, nas quais revisitou o trauma de uma infância passada diante das câmaras, a relação complicada com a mãe, a fama, os problemas de dependência, a depressão pós-parto, a perda da custódia da filha que tanto amava e de quem tanto se orgulhava e os anos que passou a tentar descobrir quem era para lá das personagens conhecidas do grande público. O livro foi publicado a 19 de Maio, apenas três meses antes da sua morte.

Numa entrevista dada já este ano, Hayden admitia que uma das coisas de que mais sentia falta era precisamente aquilo que nunca tivera verdadeiramente: uma infância normal.

Vieram também à luz algumas histórias perturbadoras, que servem para recordar que, em Hollywood, nada é necessariamente aquilo que parece.

No livro, Hayden relata um episódio ocorrido quando tinha 18 anos, durante uma viagem num iate. Uma amiga em quem confiava profundamente levou-a para o convés inferior, onde se encontrava um homem muito famoso e... muito despido. Segundo o seu relato, o comportamento daquele homem perante a situação fê-la perceber imediatamente que havia algo profundamente errado. A actriz recusou-se a aceitar o que estava a acontecer e passou o resto do tempo a esconder-se pelos recantos da embarcação, sem ter para onde fugir.

Noutra revelação, desta vez numa conversa com Jay Shetty, denunciou aquilo que considerava ser a hipocrisia da indústria e das marcas que lucram com a imagem de mulheres famosas.

Depois de uma década de parceria com a Neutrogena, a marca terá querido terminar a relação contratual depois de Hayden falar publicamente sobre a sua depressão pós-parto, durante uma entrevista espontânea no programa Live! with Kelly and Michael. Segundo a própria actriz, foi invocada uma “cláusula moral”, tendo o seu representante argumentado que a situação constituía uma condição médica e não uma falha moral. A marca acabou por recuar, mas não renovou posteriormente a parceria.

O que mais terá magoado Hayden, segundo as suas próprias palavras, foi a desumanização do processo: depois de dez anos a ser o rosto da marca, o vínculo terminou com uma indiferença que contrastava violentamente com a proximidade construída ao longo de uma década. Ninguém lhe ligou para saber como estava, para lhe desejar as melhoras ou sequer para se despedir.

E talvez seja essa a parte mais difícil de assimilar nesta história.

A falta de humanidade e de protecção na indústria do entretenimento. A objectivação e sexualização de crianças desde tenra idade. A forma como um sistema construído em torno de fama, dinheiro e aparência pode normalizar abusos de poder e deixar jovens talentos expostos a situações para as quais nunca deveriam ter de estar preparados.

A história de Hayden Panettiere coloca, uma vez mais, um holofote sobre essa realidade sombria: a de uma indústria que pode transformar uma criança numa mercadoria descartável antes de ela sequer compreender o que significa ser famosa — e depois exigir-lhe que sobreviva, já adulta, às consequências dessa infância.

Hayden deixou este mundo em pleno processo de reemergência. Não depois de uma carreira esquecida, nem depois de desaparecer completamente.

Estava a fazer o seu comeback.

Tinha voltado a trabalhar. Tinha voltado a dar entrevistas. Tinha voltado a falar sobre aquilo que lhe acontecera. Tinha acabado de publicar um livro no qual recuperava a narrativa da sua própria vida. Falava sobre o quanto ainda tinha para viver e sobre a vontade de transformar aquilo que quase a destruiu em alguma coisa que pudesse ajudar outras pessoas.

A sua luz apagou-se demasiado cedo.

Mas a menina de olhar doce e sorriso terno não partiu em silêncio.

Antes de morrer, conseguiu fazer uma coisa que talvez tivesse sido impossível para aquela criança de onze meses que começou a aparecer em anúncios, para a adolescente transformada em símbolo de uma geração ou para a mulher constantemente reduzida às manchetes sobre a sua vida privada: conseguiu recuperar a autoria da própria história.

Durante anos, o mundo escreveu Hayden Panettiere como uma personagem.

Ela passou os últimos anos da sua vida a reescrever-se a si própria.

E talvez esse seja o seu legado mais poderoso.

“A vida pode abalar-te e derrubar-te, mas mesmo quando estás no teu pior momento, há esperança e tens a oportunidade de reconstruir.”

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Betty White (1921 - 2022)

 

Chega hoje ao seu epilogo o ano de 2021 e, com ele, a chocante notícia do falecimento da actriz norte-americana Betty White, conhecida como a irreverente e divertida Rose Nylund da sitcom dos anos '80 «The Golden Girls - Sarilhos com Elas».

Sempre com uma invejável boa-disposição, a (re)conhecida comediante de 99 anos contava no seu extenso currículo com inúmeras participações em produções televisivas e cinematográficas, das quais destacamos «As Solteironas» (1970 - 1977), a sitcom em nome próprio «The Betty White Show» (1977 - 1978), o sucesso de audiências «O Barco do Amor» (1977 - 1987), o thriller-catástrofe «Águas Mortíferas» (1998), a série de culto «Boston Legal» (2004 - 2008), a comédia «A Proposta» (2009), na qual actuou ao lado de Sandra Bullock e Ryan Reynolds, e «Hot in Cleveland» (2010 - 2015), uma alegre e atrevida sitcom sobre o sex appeal sem idade, que em Portugal foi baptizada como «Póquer de Rainhas». 

Celebraria um século de vida no próximo dia 17 de Janeiro.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Evan Rachel Wood expõe Marilyn Manson: "o nome do meu abusador é Brian Warner"

A actriz usou a sua plataforma de Instagram esta segunda-feira, dia 1 de Fevereiro, para revelar, finalmente, o nome do seu agressor.

Há anos que Evan Rachel Wood"Across the Universe", "Tudo Pode Dar Certo") faz campanha contra a violência doméstica, tendo admitindo ter mantido um relacionamento tirânico que a terá deixado com graves sequelas a nível emocional. Numa entrevista à Rolling Stone norte-americana, em Novembro de 2016 falou de um abuso "físico, psicológico e sexual" às mãos de um companheiro, admitindo ter sido violada por "uma pessoa importante enquanto estávamos juntos".

O seu depoimento, em Fevereiro de 2018, onde assumia ter tido medo de ser assassinada - "eu senti verdadeiramente que podia morrer" - permitiu não só desconstruir o estigma de que "só acontece aos outros" como foi a base para a implementação do "Phoenix Act" que estendeu o prazo para denúncias deste foro de três para cinco anos. Serviu também de alerta e encorajamento de outras mulheres, ao admitir que chegou a ceder ao medo de "retaliação, insultos e chantagens" perpetrados por alguém com mais poder e influência, cuja "indústria" protege. 

Desta vez, as declaracões pessoais tinham como propósito acabar com as cadeias de secretismo auto-imposto, da vergonha e sentimentos de culpa muitas vezes manifestados pelas vítimas e a "responsabilização", que sobre elas recai - lembram-se dos obsctáculos colocados a Jodie Foster n'Os Acusados? E juntamente com outras sobreviventes de violência doméstica conseguiu mudar a lei e voltar a erguer-se, qual Fénix:

"Coisas más podem passar-se mas podes ressurgir das cinzas."

Apesar de nunca ter sido denunciado explicitamente, recaía já sobre o autor da canção "I Want to Kill You Like They Do in The Movies" a suspeita de que seria ele o "homem perigoso" sobre qual Evan advertia, principalmente depois das declarações polémicas à revista Spin em 2009, em este que admitia fantasiar "esmagar-lhe a cabeça com uma marreta"

A relação com Manson, que veio a público em Janeiro de 2007, terá começado quando a protagonista de "Treze" - agora com 33 anos - era ainda uma adolescente, tendo-a este manipulado a seu bel-prazer e abusado dela "de forma horrível" durante os três anos e sete meses de relacionamento.

Mais relatos de "lavagem cerebral", "terror psicológico", "privação do sono" "submissão" vieram a lume depois da corajosa denúncia de Wood, que deu voz a outras quatro vítimas do controverso artista.

Os representantes deste, que já tinham negado a veracidade de outras alegações semelhantes, no passado, não emitiram ainda um comunicado oficial mas o músico já se pronunciou na sua conta de Instagram, defendendo a "verdade" de que as queixas não passam de "horríveis distorções da realidade".

Hollywood estava a recuperar dos testemunhos de comportamentos estranhos e violentos da parte de Armie Hammer ("Chama-me Pelo Teu Nome") - cujas acusações variam desde cortes não autorizados em zonas íntimas até ameaças de canibalismo - quando volta a estar no epicentro de mais uma polémica deste calibre. 

A estrela de "Westworld" foi agredida, ameaçada de morte e remeteu-se ao silêncio durante anos com medo de possíveis retaliações e de todo um escrutínio que se pode revelar esmagador mas foi determinada e valente na sua resolução de tentar evitar "que outras mulheres passassem pelo mesmo".

Que sirva como lição e exemplo para outras mulheres na mesma situação de vulnerabilidade. Se se sentem aprisionadas numa relação violenta ou conhecem alguém nessas condições, por favor peçam ajuda: a linha de serviço de informação a Vítimas de Violência Doméstica é esta - 116 006 - e funciona todos os dias úteis úteis das 9h00 às 21h00. 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Sandes em Tempos de Pandemia - a melhor opção para aqueles dias em que não apetece nada cozinhar

Uma das primeiras palavras do miúdo cá de casa foi "amigo". Quem pegava nele ao colo ficava logo com este rótulo, quem lhe desse sopa de brócolos perdia o título e qualquer pessoa que lhe desse bolachinhas e colocasse a dar  o DVD do "Homem-Aranha", do Sam Raimi, ouvia um muito agradecido "tu és amigo, não és inimigo".

Estou em crer que há ali uma relação causal qualquer entre amizade, cinema e petiscos mas não posso julgar, pois também são das palavras mais importantes do meu léxico particular - todas as outras que me perdoem mas valores mais altos se levantam...

Se a amizade em si já é um conceito fantástico - alguém sem laços de sangue, sem nenhuma obrigação moral e zero "contratual" decide amar-nos, só porque sim - amizade aliada a um bom filme e um bom pitéu então é uma combinação imbatível... e  das coisas de que mais tenho sentido a falta nestes últimos meses. Sinto saudades de juntar as minhas pessoas preferidas no sofá a ver um filme enquanto saboreamos algo apetitoso. Num dos últimos jantares antes da pandemia e porque não queriam dar trabalho nenhum (eu não referi que os amigos valem o seu peso em ouro?) trouxeram-nos bandejas de sandes e nós nunca mais quisemos outra coisa. Foi o que comemos no meu aniversário (até coloquei nas stories do Instagram), na semana a seguir a Diana fez anos e voltámos a encomendar e, no ano novo, sem paciência (ou vontade) para estar a preparar bacalhau só para três, ligámos para a Subway e pedimos uma bandeja só com as subs de almôndegas. Tínhamos mil combinações possíveis mas queríamos começar o ano em grande com as nossas sandes preferidas (as calorias em dia de festa não contam, pois não?).

Imagem exclusiva de "Os Salteadores das Sandes Perdidas", pedido, recebido e digerido por nós

Pode-se encomendar bandejas de Subs (com quatro sandes à escolha cortadas em quatro e mais três molhos à parte) ou bandejas de Cookies (com 12 bolachinhas de sabores diferentes).

O serviço de catering da Subway é algo que temos recomendado a todos os nossos amigos - pela simplicidade, preço e qualidade dos produtos, que são fresquíssimos - e, por isso mesmo, decidimos partilhar este nosso mais recente "vício" também com vocês, nossos fiéis amigos virtuais.

Para os que nunca experimentaram, o processo de escolha pode-se tornar moroso, mas apenas porque a variedade dos produtos à disposição é grande e tudo tem um aspecto absolutamente divinal, mas vamos tentar facilitar-vos a tarefa ponto por ponto:

1. A Escolher do Pão. Tal como em "A Escolha de Sofia", a decisão irá revelar-se árdua, mas qualquer que esta seja (pão branco italiano, integral, de sementes (our personal favorite) ou de queijo e ervas), a satisfação é garantida;

2. Escolher a proteína. E aqui é que as coisas começam a tornar-se tremendamente difíceis: peito de frango, frango Tikka, frango Teriyaki, peru, atum, delícias do Mar, BBQ Pork, salsicha, salame, bife, almôndegas, pepperoni, fiambre, bacon ou hambúrguer vegan. Decisions, decisions, decisions...

3. Escolher o queijo. Parmesão em lascas, mozzarella e Cheddar ralados (nham!) ou Cheddar fatiado.

4. Podemos também adicionar extras como mais queijo, bacon, guacamole (o deles é mesmo caseiro) ou mais proteína.

5. Vegetais! Aqui é onde costumamos "inventar". Opções: alface, cenoura, tomate, pepino, pimento, milho, cebola, azeitona, jalapeño e picles.

6. Molhos, molhos, molhos: Mostarda e mel, barbecue (temos um carinho especial por este), cebola doce, alho vegan, mostarda, ketchup, maionese light, chipotle (um bocadinho picante), césar, vinagre ou azeite.

7. E ainda podemos escolher toppings - cebola crocante, sementes, chilli flakes (que fizeram a criança chorar e beber três copos de água seguidos), pimenta ou sal. 

E agora é só desfrutar, dentada a dentada, da melhor sanduíche que a vossa imaginação conseguiu produzir e os funcionários da Subway, quais génios da lâmpada, tornaram realidade (mas sejam mais criativos que nós, que encomendamos invariavelmente almôndegas ou atum).

Primeira imagem de "When Harry Met Subway"

Vá! Agora vão lá gravar o número da Subway para uma emergência. Depois dêem-nos a conhecer a vossa opinião pois queremos saber se, como nós, there's no place like ho... Subway!

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Novos trailer e poster de «007: Sem Tempo Para Morrer»

FICHA TÉCNICA:
Realizador: Cary Joji Fukunaga
Com Daniel Craig, Léa Seydoux, Rami Malek, Ana de Armas, Jeffrey Wright, Lashana Lynch, Naomie Harris, Ralph Fiennes, Christoph Waltz e Ben Whishaw
Género: Acção / Aventura / Espionagem / Thriller
Data de estreia prevista em Portugal: 19 de Novembro de 2020
Página oficial no Facebook: https://www.facebook.com/jamesbond007PT

CURIOSIDADE:
Daniel Craig assume pela quinta e última vez o papel de James Bond neste que será o 25º filme da saga do agente secreto mais famoso do mundo.

SINOPSE OFICIAL:
Em «007: Sem Tempo para Morrer», Bond, James Bond (Craig) deixou o serviço activo e está a desfrutar de uma vida tranquila na Jamaica. Mas a sua paz termina rapidamente quando um velho amigo da CIA aparece com um pedido de ajuda. A missão de resgatar um cientista raptado acaba por ser bastante mais traiçoeira do que o esperado, o que leva Bond a perseguir um misterioso vilão, armado com uma nova tecnologia perigosa.


Já tens a tua varinha mágica? O caldeirão? Frascos para as poções? Vassoura?


Accio!
Já está disponível o set que vai transportar todos os fãs de LEGO® Harry Potter™ para a Diagon Alley, o icónico local onde o "rapaz que sobreviveu" tem um primeiro vislumbre do fantástico mundo que mudou para sempre o seu destino (e onde Hagrid lhe oferece a Hedwig, como prenda de 11º aniversário).

Já estás a ouvir melodia harrypottiana na cabeça?
♪ Nana na na na na na na, nananana nana, nana nanana nana na na na, na na na na nana ♪
Não? Sou só eu?

Continuemos, então:
Este incrível, formidável, espectacular conjunto, que alia os dois mundos numa peça de exposição absolutamente mágica e versátil (criada pelo nosso talentoso conterrâneo Marco Bessa, há que salientar!), permite-te encontrar todo o material escolar requerido por Dumbledore & Cia.

Podes comprar a tua varinha na Loja de Varinhas do Ollivander™, os teus manuais na Livraria Flourish & Blotts™, recarregar baterias na gelataria de Florean Fortescue™ com um delicioso cone de 23 bolas (ou só duas), comprar penas e tinta suplentes na loja de Materiais de Escrita Scribbulus™ (porque se bem conhecemos o Ron vai estar sempre a pedir-te para usar as tuas) e ir à Equipamentos de Qualidade para Quidditch™ comprar a vassoura mais recente, assim como quaffles, bludgers e, talvez umas protecçõezitas, que este é um desporto um tanto ou quanto propenso a quedas...

No final é obrigatória uma passagem pelo estabelecimento dos empreendedores gémeos - Magias Mirabolantes dos Weasleys™ - onde podes encontrar orelhas extensíveis, que dão muito jeito quando a McGonagall dá aulas em formato gato, um feitiço para remover borbulhas da cara (we've all been there), o espectáculo pirotécnico Wildfire Whiz-bangs, pântanos portáteis e mais 346748635 outros feitiços igualmente recomendáveis.
O mapa de Marauder é que infelizmente já se encontra esgotado. 

Quando já estiveres abastecido podes sempre trocar a ordem das lojas e voltar às compras. O que interessa aqui é usares a mais importante das peças: a tua imaginação.E claro, ter uns Sickles prateados e uns Galleons dourados no bolso - é importante não esquecer isto, pode só faltar um mísero Knut de bronze, que o Ollivander obriga-te na mesma a limpar o pó às caixas todas. Eu cá não arriscava.


Com mais de um metro de largura - o que em contagem LEGO® dá algo à volta de 5.500 (!) peças - esta Diagon Alley é repleta de detalhes vistos nos filmes, que captam inequivocamente o ambiente da rua. O designer português que trouxe a Charing Cross Road à luz do dia quis preservar os "detalhes arquitectónicos do filme" tornando tudo incrivelmente realista, para uma completa imersão no mundo do pequeno feiticeiro mais famoso da literatura. E tudo no conforto da tua casa, nem sequer tens que ir ao beco atrás do Leaky Cauldron andar a mexer em tijolos, nem nada...


Por detrás das pormenorizadas fachadas dos edifícios encontramos muitas das nossas personagens favoritas - o Harry, a Hermione, o Ron, o Draco e o Lucius Malfoy, a matriarca Weasley com a Ginny, o Fred e o George, o Gilderoy Lockhart (esse exemplo de bravura que te vai tentar impingir uma cópia da sua nova biografia), a leal Hedwig, o Sr. Ollivander, o senhor da Gelataria Florean Fortescue e o fotógrafo do Profeta Diário - num total de treze minifiguras, mais a figura maior do Hagrid e o seu mítico guarda-chuva cor-de-rosa.

Se preferires, podes recriar alguns dos teus momentos favoritos desta saga, como a visita do Harry à loja de varinhas Ollivanders™ de «Harry Potter e a Pedra Filosofal», a sessão de autógrafos de Gilderoy Lockhart™ na livraria Flourish & Blotts™ de «Harry Potter e a Câmara dos Segredos» ou comprar alguma poção do amor na loja Magias Mirabolantes dos Weasleys, de «Harry Potter e o Príncipe Misterioso» - mas esse já não recomendamos. Existem boatos que os pais do Voldemort casaram sob o efeito desta poção e daí a sua natureza incapaz de experienciar amor.
Como é que ainda não baniram isto?



Este lançamento traz também consigo uma experiência de realidade aumentada que te vai permitir ver alguns dos incríveis detalhes que foram incluídos em cada loja, bem como algumas das minifiguras a interagirem com este LEGO® Diagon Alley: Harry Potter com a sua nova varinha comprada a Ollivander e os irmãos Weasley a demonstrarem um novo artigo da sua loja de partidas.

E como fazer parte desta experiência de realidade aumentada LEGO®?
Basta acederes a www.LEGO.com/EnterTheMagic no teu smartphone, fazeres scan do Código QR numa loja LEGO, ou da maneira mais LEGO possível: construindo o código QR com as peças que tens em casa e fazer scan com o telemóvel.

Lá, as minifiguras de Fred e George Weasley vão aparecer para receber os fãs na Diagon Alley.
James e Oliver Phelps, que deram vida aos brincalhões gémeos no grande ecrã, juntaram-se à diversão ao criar os seus próprios códigos QR para aceder a este incrível conjunto através de www.LEGO.com/EnterTheMagic

 

O set LEGO® Harry Potter™ Diagon Alley™ já se encontra à venda ao grande público (YEAH! - *inserir aqui pequeno festejo maluco), com o PVP recomendado de 399,99€.

Informações adicionais:
- Recomendado para jovens a partir dos 16 anos;
- Medidas do conjunto LEGO® Harry Potter™ Diagon Alley™: Altura: 29cm / Comprimento: 102,4cm /  Profundidade: 13cm;
- Constituído por 5.544 peças;
- O set inclui as seguintes lojas: Loja de Varinhas do Ollivander™, a loja de materiais de escrita Scribbulus™, Equipamentos de Qualidade para Quidditch™, a gelataria de Florean Fortescue, a livraria Flourish & Blotts™ e a Magias Mirabolantes dos Weasleys;
- Pode ser exposto de várias formas, em fila, em rua (com lojas dos dois lados) ou até com todas as lojas em separado. A ordem das lojas também pode ser alterada;

Sobre o Grupo LEGO:
A missão do Grupo LEGO é inspirar e desenvolver os construtores de amanhã, através do poder de brincar. O LEGO System in Play, assente nos tijolos LEGO, permite às crianças construir e reconstruir tudo o que possam imaginar.
O Grupo LEGO foi fundado em Billund, Dinamarca, em 1932 por Ole Kirk Kristiansen, derivando o seu nome da junção das palavras dinamarquesas LEg GOdt, que significam “Brincar Bem”.
Hoje, o Grupo LEGO, permanece uma companhia familiar, sediada em Billund, sendo os famosos tijolos vendidos em mais de 140 países em todo o Mundo. Para mais informação www.LEGO.com.

Sobre o Wizarding World:
Foi há mais de 20 anos que um jovem Harry Potter chegou à Plataforma 9¾ na Estação de King’s Cross, levando fãs de todo o Mundo a conhecer consigo um universo mágico, criado por J.K. Rowling. Nos anos que se seguiram, os sete livros foram best-sellers e inspiraram oito filmes de sucesso, uma aclamada peça de teatro e a série de cinco filmes de “Monstros Fantásticos”. Pessoas de todas as idades ficaram fascinadas por estas fantásticas aventuras num universo sempre em expansão, inspirado pela visão de J.K. Rowling.


Sobre Warner Bros. Consumer Products:
A Warner Bros. Consumer Products (WBCP) é uma empresa Warner Media que leva o portfolio de marcas de entretenimento e franchises dos estúdios a fãs em todo o Mundo. WBCP faz parcerias com as melhores marcas em áreas como os brinquedos, vestuário, decoração e publicações para levar aos fãs produtos de franchises como DC, Wizarding World, Looney Tunes, Hanna-Barbera, HBO, Cartoon Network e Adult Swim. Com programas de merchandising e de licenciamento inovadores, parcerias, iniciativas e experiências temáticas, a WBCP é um dos lideres mundiais no licenciamento e venda de merchandising.

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domingo, 30 de agosto de 2020

Último trailer de «Inimigo Desconhecido», homenagem nacional a um dos maiores clássicos do cinema de acção dos anos '80

FICHA TÉCNICA:
Realizador: Rui Constantino
Com Rui Constantino, Pedro Pinecross, Paulo Constantino, Luciana Jesus, Hélder Santos e Miguel Branco
Género: Acção / Aventura / Ficção Científica / Suspense / Terror
Já disponível em Blu-Ray, Blu-Ray 4K e DVD
Sabe mais sobre esta e outras produções em https://constantinofilmes.weebly.com/, https://www.youtube.com/channel/UC8omanVmtJY7g1iHOS06Xmw e/ou https://www.facebook.com/EstudioDeCinemaConstantinoFilmes/

CURIOSIDADE:
«Inimigo Desconhecido» é um tributo a «Predador» (1987), o filme da vida de Rui Constantino, que protagonizou, realizou, produziu e escreveu esta longa-metragem.

SINOPSE:
Um grupo de mercenários numa arriscada missão de resgate é antagonizado por um poderoso oponente que irá colocar todos os seus elementos à prova...


Roy Almeida in Inimigo Desconhecido: Enemy Unknown (2020)
Helder Santos, Miguel Branco, Pedro Pinecross, and Luciana Jesus in Inimigo Desconhecido: Enemy Unknown (2020)
Miguel Branco in Inimigo Desconhecido: Enemy Unknown (2020)