Mostrar mensagens com a etiqueta Artigo de opinião. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Artigo de opinião. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Hayden Panettiere (1989 - 2026)

 


A actriz norte-americana Hayden Panettiere morreu no domingo, 16 de Agosto, cinco dias antes de completar 37 anos, depois de uma vida que começou praticamente ao mesmo tempo que a sua carreira — e que uma geração inteira acompanhou de camarote. Vimo-la crescer ao mesmo tempo que nós e interpretar personagens que ficaram para sempre gravadas na nossa memória colectiva.

Com enorme pesar, a família confirmou a sua morte através do seu representante, descrevendo-a como uma pessoa vibrante, uma “força da natureza” e uma “luz na vida de quem a conheceu”. Panettiere, que já tinha perdido o irmão, Jansen, de 28 anos, em 2023, foi encontrada sem vida numa residência em Greenville, na Carolina do Sul. Foi declarada morta no local, depois de os meios de emergência terem tentado reanimá-la. As autoridades não encontraram sinais de traumatismo nem indícios de crime. A causa e a forma da morte permanecem, para já, indeterminadas e sob investigação. Entretanto, foram divulgadas comunicações da linha de emergência 911 nas quais se ouvem referências a uma possível “overdose” e a uma “paragem cardiorrespiratória”.

Possuidora de uma beleza etérea e angelical, Hayden Lesley Panettiere, nascida a 21 de Agosto de 1989, em Nova Iorque, nunca chegou propriamente a ter uma infância convencional. Começou a fazer publicidade com apenas onze meses — num anúncio a um comboio de brincar da Playskool — e aos quatro anos já tinha conseguido um papel regular na novela «One Life to Live». Seguiram-se quatro anos em «Guiding Light» e, ainda antes de chegar à adolescência, já tinha emprestado a voz à pequena Dot de «A Bug’s Life».

Aos onze anos, contracenou com Denzel Washington em «Remember the Titans», interpretando Sheryl Yoast, a filha do treinador Herman Boone, e foi somando pequenos e grandes papéis em filmes como «Joe Somebody», «The Affair of the Necklace», «Raising Helen», «The Dust Factory», «Racing Stripes» e «Ice Princess», ao lado da também entretanto falecida Michelle Trachtenberg — filme para o qual chegou mesmo a ter de aprender a patinar.

Aos 12 anos, foi a filha de Calista Flockhart na mítica série «Ally McBeal», roubando corações com uma personalidade determinada, perspicaz e um tanto ou quanto neurótica, numa versão infantil que parecia carregar uma pequena advogada dentro de si.

Em 2006, aos 17 anos, chegou o papel que transformaria uma jovem actriz de sucesso numa estrela internacional. Em «Heroes», a série criada por Tim Kring, Hayden interpretou Claire Bennet, a cheerleader adolescente cuja capacidade de regeneração a tornava praticamente indestrutível.

Na sala de espera para uma das audições estava nada mais, nada menos do que Emma Stone. Anos mais tarde, a actriz contou à Vanity Fair que entrou na sala de casting, deu o seu melhor e saiu para aguardar. Lá fora, ouviu a euforia desmedida dos directores perante a candidata seguinte:

“Numa escala de 1 a 10, tu és um 11.”

Era Hayden.

E a frase “Save the cheerleader, save the world” tornou-se uma das mais reconhecíveis da televisão daquela época, enquanto Claire se transformava rapidamente na personagem mais emblemática e amada da sua carreira.

O sucesso foi retumbante. Panettiere passou a frequentar convenções de ficção científica, a viajar pelo mundo e a ser reconhecida por um papel que ajudou, ironicamente, a cristalizar o estereótipo de que mais tarde se queixaria: o da loira popular, bonita e aparentemente superficial.

Em entrevistas, lamentava que, depois de «Heroes», «Racing Stripes» ou «Ice Princess», muita gente simplesmente assumisse que aquele era o único tipo de papel que conseguiria interpretar, esquecendo trabalhos dramáticos como «Normal», ao lado de Jessica Lange e Tom Wilkinson.

Queria mais.

Em 2011, Wes Craven deu-lhe a oportunidade de provar que a cheerleader de «Heroes» também podia sobreviver a um filme de terror. Em «Scream 4», tornou-se Kirby Reed, uma adolescente cinéfila, inteligente e muito mais preparada para enfrentar Ghostface do que a maioria dos seus antecessores.

A personagem ganhou rapidamente estatuto de favorita dos fãs e, mais de uma década depois, Panettiere regressaria ao papel em «Scream VI», em 2023 — um regresso particularmente significativo depois de vários anos afastada dos ecrãs.

Mas foi na televisão que encontrou aquela que viria a ser, simultaneamente, uma das personagens mais importantes e mais dolorosamente próximas da sua própria vida.

Em 2012, aos 23 anos, Hayden mudou-se para a “Music City” para protagonizar «Nashville», ao lado de Connie Britton, Charles Esten e das também incrivelmente talentosas Lennon e Maisy Stella, dando vida à conturbada estrela de música country Juliette Barnes.

Nada de novo para quem já tinha experiência musical: Panettiere gravara vários temas, lançara singles a solo, como “Wake Up Call”, em 2008, e dera voz a várias canções para bandas sonoras.

Na capital mundial da música country, a sua Juliette era ambiciosa, egocêntrica, vulnerável e frequentemente autodestrutiva mas era incomparavelmente brilhante e somava êxito atrás de êxito:

“Boys and Buses”, “I'm a Girl”, “Trouble Is”, “Wrong Song” (dueto com Britton) e “Tell That Devil” continuam a ecoar como provas da sua versatilidade, a par de hinos de catarse emocional como “Nothing In This World Will Ever Break My Heart”, “Undermine” (dueto com Esten) ou a sua desarmante rendição de “Crazy”, dos emblemáticos Patsy Cline e Willie Nelson.

Performances e canções que não eram apenas sucessos de ficção mas registos do poder vocal e do magnetismo de uma artista completa, que lhe valeu duas nomeações para os Globos de Ouro. No entanto, aquilo que inicialmente parecia apenas mais uma personagem complexa acabaria por adquirir contornos assustadoramente autobiográficos.

Enquanto Juliette enfrentava problemas com álcool, relações tóxicas, gravidez e depressão pós-parto, Hayden estava, na vida real, a atravessar algumas dessas mesmas batalhas.

A actriz revelou posteriormente que começara a receber aquilo a que chamavam “happy pills” quando tinha apenas 16 anos — medicamentos que, segundo contou, lhe eram dados para a ajudarem a parecer mais animada durante entrevistas. O que começou como uma tentativa de a tornar mais “feliz e apresentável” perante as câmaras acabaria por contribuir para uma relação destrutiva com substâncias e álcool.

Em 2014, nasceu a sua filha, Kaya, fruto da relação com o pugilista ucraniano Wladimir Klitschko, com quem Hayden mantivera uma relação intermitente desde 2009 e de quem chegou a ficar noiva.

Ter-se-ão conhecido em 2008, numa festa de lançamento do livro de um amigo em comum. Hayden, que tinha cerca de 1,57 metros, ficou impressionada com a estatura do peso-pesado, uns imponentes 1,98 metros. Segundo a própria actriz, terá olhado para ele e exclamado:

“You’re huge!”

Klitschko terá olhado para baixo e respondido simplesmente:

“You’re tiny!”

Um meet cute digno de uma comédia romântica mas a relação de nove anos, entre avanços e recuos, e a subsequente maternidade não trouxeram consigo a derradeira felicidade que todos lhe desejávamos.

Pouco depois do nascimento da filha, Hayden entrou numa profunda depressão pós-parto.

“O problema não era sobre o que está ou não está mal na minha vida. A questão era que eu tinha tudo o que alguma vez quis — um óptimo trabalho, um bebé, amigos, um noivo — e, no entanto, continuava infeliz.”

Mais tarde explicou que não sentia qualquer rejeição pela bebé; o problema era ela própria. Sentia-se profundamente deprimida, perdida dentro de uma espécie de “nevoeiro” que não reconhecia como seu, e começou a utilizar o álcool como forma de tentar calar aquilo que não conseguia compreender.

“Eu simplesmente achei que havia algo seriamente errado comigo, por isso pensei: ‘O álcool vai arranjar isto — duh!’ E não arranjou. Faz isso por um momento, mas depois torna tudo pior.”

A tudo isto acrescia a cruel coincidência de estar a trabalhar diariamente numa série cuja protagonista começava a atravessar exactamente os mesmos problemas.

Mais tarde, Hayden viria mesmo a dizer que chegou a deixar de conseguir perceber onde terminava Juliette e começava Hayden. Ia para o trabalho representar os seus próprios demónios e, quando regressava a casa, já não queria ficar sozinha com eles — só queria escapar-lhes.

Em 2015, durante a produção da série, procurou tratamento, e a sua ausência no ecrã foi integrada no arco dramático de Juliette, que se isola de todos os que a amam e entra numa espiral descendente, parcialmente camuflada de jornada de autoconhecimento e descoberta.

Quando «Nashville» terminou, em 2018, depois de seis temporadas, o relacionamento com Klitschko também chegou ao fim e Hayden afastou-se praticamente por completo da vida pública.

Nos anos seguintes, a situação agravou-se. Precisou de tratamento prolongado, passou cerca de oito meses numa instituição e acabou por perder a custódia da filha. Após a separação, Kaya passou a viver com o pai na Europa. Confrontada com as insinuações implacáveis da imprensa, Hayden viria mais tarde a explicar a devastação por detrás daquela decisão: entregar a guarda da filha foi uma das decisões mais dolorosas da sua vida, mas, consumida pelos seus problemas, acreditava que afastá-la era a única forma de ser uma boa mãe.

O abismo aprofundou-se ainda mais com o relacionamento com Brian Hickerson, marcado por episódios de violência doméstica que culminaram numa ordem de protecção, detenção e condenação do agressor.

Mas Hayden não se deixou engolir pelo precipício.

Transformou o seu calvário em matéria-prima para a reconstrução. Em vez de se esconder sob a lupa permanente da especulação, quebrou o silêncio e passou a falar publicamente sobre dependência, depressão pós-parto, recuperação e violência.

Depois de vários anos afastada de Hollywood, regressou aos ecrãs, primeiro com «Scream VI», em 2023, voltando a vestir a pele de Kirby Reed — personagem que muitos fãs tinham assumido que jamais voltariam a ver. Seguiu-se «Amber Alert», em 2024, um thriller protagonizado ao lado de Tyler James Williams, no qual interpretou uma mulher envolvida numa perseguição desesperada depois de detectar um veículo que poderá estar relacionado com o rapto de uma criança.

Panettiere explicou que o trabalho em «Scream 4», sob orientação de Wes Craven, lhe tinha ensinado muito sobre a construção da tensão e que utilizara essa experiência em «Amber Alert».

A sua biografia confunde-se, de certa forma, com a própria evolução no ecrã: foi a bebé dos anúncios, a estrela precoce das novelas, a voz da animação, a líder de torcida invencível e inquebrável, a princesa adolescente, a diva da música country, a sobrevivente, a mãe e a mulher em dolorosa recuperação.

E quando parecia finalmente estar a recuperar uma vida profissional interrompida demasiado cedo, decidiu contar a sua própria história.

Em Maio deste ano, publicou «This Is Me: A Reckoning», as suas memórias, nas quais revisitou o trauma de uma infância passada diante das câmaras, a relação complicada com a mãe, a fama, os problemas de dependência, a depressão pós-parto, a perda da custódia da filha que tanto amava e de quem tanto se orgulhava e os anos que passou a tentar descobrir quem era para lá das personagens conhecidas do grande público. O livro foi publicado a 19 de Maio, apenas três meses antes da sua morte.

Numa entrevista dada já este ano, Hayden admitia que uma das coisas de que mais sentia falta era precisamente aquilo que nunca tivera verdadeiramente: uma infância normal.

Vieram também à luz algumas histórias perturbadoras, que servem para recordar que, em Hollywood, nada é necessariamente aquilo que parece.

No livro, Hayden relata um episódio ocorrido quando tinha 18 anos, durante uma viagem num iate. Uma amiga em quem confiava profundamente levou-a para o convés inferior, onde se encontrava um homem muito famoso e... muito despido. Segundo o seu relato, o comportamento daquele homem perante a situação fê-la perceber imediatamente que havia algo profundamente errado. A actriz recusou-se a aceitar o que estava a acontecer e passou o resto do tempo a esconder-se pelos recantos da embarcação, sem ter para onde fugir.

Noutra revelação, desta vez numa conversa com Jay Shetty, denunciou aquilo que considerava ser a hipocrisia da indústria e das marcas que lucram com a imagem de mulheres famosas.

Depois de uma década de parceria com a Neutrogena, a marca terá querido terminar a relação contratual depois de Hayden falar publicamente sobre a sua depressão pós-parto, durante uma entrevista espontânea no programa Live! with Kelly and Michael. Segundo a própria actriz, foi invocada uma “cláusula moral”, tendo o seu representante argumentado que a situação constituía uma condição médica e não uma falha moral. A marca acabou por recuar, mas não renovou posteriormente a parceria.

O que mais terá magoado Hayden, segundo as suas próprias palavras, foi a desumanização do processo: depois de dez anos a ser o rosto da marca, o vínculo terminou com uma indiferença que contrastava violentamente com a proximidade construída ao longo de uma década. Ninguém lhe ligou para saber como estava, para lhe desejar as melhoras ou sequer para se despedir.

E talvez seja essa a parte mais difícil de assimilar nesta história.

A falta de humanidade e de protecção na indústria do entretenimento. A objectivação e sexualização de crianças desde tenra idade. A forma como um sistema construído em torno de fama, dinheiro e aparência pode normalizar abusos de poder e deixar jovens talentos expostos a situações para as quais nunca deveriam ter de estar preparados.

A história de Hayden Panettiere coloca, uma vez mais, um holofote sobre essa realidade sombria: a de uma indústria que pode transformar uma criança numa mercadoria descartável antes de ela sequer compreender o que significa ser famosa — e depois exigir-lhe que sobreviva, já adulta, às consequências dessa infância.

Hayden deixou este mundo em pleno processo de reemergência. Não depois de uma carreira esquecida, nem depois de desaparecer completamente.

Estava a fazer o seu comeback.

Tinha voltado a trabalhar. Tinha voltado a dar entrevistas. Tinha voltado a falar sobre aquilo que lhe acontecera. Tinha acabado de publicar um livro no qual recuperava a narrativa da sua própria vida. Falava sobre o quanto ainda tinha para viver e sobre a vontade de transformar aquilo que quase a destruiu em alguma coisa que pudesse ajudar outras pessoas.

A sua luz apagou-se demasiado cedo.

Mas a menina de olhar doce e sorriso terno não partiu em silêncio.

Antes de morrer, conseguiu fazer uma coisa que talvez tivesse sido impossível para aquela criança de onze meses que começou a aparecer em anúncios, para a adolescente transformada em símbolo de uma geração ou para a mulher constantemente reduzida às manchetes sobre a sua vida privada: conseguiu recuperar a autoria da própria história.

Durante anos, o mundo escreveu Hayden Panettiere como uma personagem.

Ela passou os últimos anos da sua vida a reescrever-se a si própria.

E talvez esse seja o seu legado mais poderoso.

“A vida pode abalar-te e derrubar-te, mas mesmo quando estás no teu pior momento, há esperança e tens a oportunidade de reconstruir.”


sábado, 13 de junho de 2020

Manual de Escrita - 10 conselhos para quem quer escrever seja o que for

Se formos acreditar no Pablo Neruda “escrever é fácil. Começam com uma letra maiúscula e terminam com um ponto final. No meio colocam ideias.”.
Quando se é um génio tudo se torna bem mais intuitivo, não é? Na realidade, para as pessoas ditas normais, o método não é assim tão linear e as palavras não surgem com taaaanta facilidade...

...mas como nós aqui no Close Up! acreditamos que todos encerram em si potencial para redigir argumentos dignos de um Óscar, resolvemos ajudar a desmistificar (e assingelar) um bocadinho todo o processo criativo:

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

E o Óscar de Melhor Vestido vai para...

A actriz não levou a estatueta (de Melhor Actriz Secundária) pelo seu papel em"Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)" mas foi uma das mais belas da noite com o seu Elie Saab (e ganhou o nosso coração!).


Reese Witherspoon (Vestido Tom Ford)
A bela loira estava nomeada como melhor actriz pela sua prestação em "Wild - Livre" mas também voltou para casa de mãos a abanar...

A "Amazing Amy", apesar do seu encantador Givenchy foi também uma das derrotadas da noite. Esperemos que não entre numa "killing spree"... o Neil Patrick Harris pareceu-nos bem aterrorizado!

Gamora, Versace & Diamantes.
That's more than enough.

Ok, ok... o colar deixa muito a desejar e o penteado é no mínimo inusitado mas... come on! É a Viúva Negra e o vestido Versace assenta-lhe como uma luva, especialmente se tivermos em consideração que foi mãe pela primeira vez há pouquíssimo tempo!

Simplesmente perfeita no seu Thakoon coral.


Keira Knightley
A gravidíssima actriz encantou-nos com o seu Valentino - floral e esvoaçante.
Estava nomeada como Melhor Actriz Secundária pelo seu papel em "O Jogo da Imitação" mas, na nossa humilde opinião, a sua prestação mais memorável de 2014 foi como a fucked up inspiradora ai-que-eu-não-sei-o-que-fazer-com-a-minha-vida Megan da comédia romântica "Laggies - Encalhados".

Até tem dois argumentos de peso no seu Elie Saab mas não estava nomeada para coisa alguma...


Felicity Jones
A actriz de "A Teoria de Tudo" estava nomeada pelo seu papel como Jane Hawking, mas apesar da sua excelente performance e de estar deslumbrante no seu Alexander McQueen, perdeu para Julianne Moore.

A ex-mulher de Chris Martin (incrivelmente injustiçado pela não nomeação de "Miracles", by the way) foi considerada a mais bem vestida da noite com o seu Ralph & Russo cor-de-rosa.

Jennifer Aniston (Vestido Versace)
Depois de nos habituar aos seus papéis cómicos, com resquícios de "Rachel", é uma agradável (e refrescante!) surpresa ver um lado mais sério da actriz. A sua performance em "Cake" é francamente boa e foi uma das grandes injustiçadas desta cerimónia ao não ser sequer nomeada para Melhor Actriz.
Uma pena.

Não sabemos se foi o Mr. Grey a escolher este Yves Saint Laurent ou não mas a filha de Melanie Griffith e Don Johnson acertou em cheio com esta escolha: simples q.b mas com uns pontos de irreverência.


A actriz não subiu ao palco para receber o galardão de Melhor Actriz Secundária pela sua performance em "Caminhos da Floresta" mas envergou um Lanvin à sua semelhança: clássico e intemporal.


A australiana, que venceu a categoria de Melhor Actriz em 2014 - pelo seu papel em "Blue Jasmine" - subiu novamente ao palco este ano para entregar o prémio a Eddie Redmayne.
O look, um simples "little black dress" assinado por John Galliano foi complementado por um colar turquesa que já tínhamos visto em Sofia Vergara, nos Globos de Ouro do ano passado...


Calvin Klein com 6000 pérolas (e um valor estimado de mais de 134.000 euros).
 I rest my case.


A actriz de "Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)" brilhou num Armani preto e prateado.

Margot Robbie
A ex-hospedeira da Pan Am foi uma das apresentadoras da gala e estava belíssima com o seu vestido Yves Saint Laurent.
Ao pescoço trazia um colar Van Cleef and Arpels, de ouro, diamantes e safiras cujo valor ascende a 1, 5 milhão de dólares, "mais do que a [sua] própria vida", como referiu a actriz.


Jamie Chung
A actriz que emprestou a sua voz à heroína Go Go de "Big Hero 6" estreou-se na passadeira vermelha com um Yanina Couture deveras original.


#Oscars 2015

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Os Nossos Filmes Preferidos de 2014

Como sabem, a equipa do Close Up! é bastante extensa: temos o Pedro (eu!), a Diana... e é tudo!
Apesar das nossas diferenças (eu sou tímido, ela não; eu sou um tipo medianamente culto, ela é uma espécia de Sheldon Cooper da Invicta, e por aí fora...), temos gostos muito semelhantes em termos cinematográficos.
Porém, e contrariando a norma, desta vez não chegamos a um consenso quanto aos filmes que mais nos marcaram no ano corrente. Houve até uma enorme discussão sobre este tema aqui em casa (com direito a alguns "carinhos" mais exasperados), o que nos levou a decidir que a lista de 2014 teria que ser alargada, passando a contar com 15 películas ao invés das habituais 10.
Antes de mostrarmos as nossas escolhas - as quais serão apresentadas por ordem alfabética - importa relembrar que podem igualmente revelar as vossas através da votação que continua a decorrer na barra lateral do blogue até ao final do dia de hoje.

Porquê? A química existente entre o duo protagonista - apesar da foto acima fazer transparecer o oposto - e o balanceamento perfeito entre o drama, o musical e a comédia fizeram com que o novo filme de John Lee Hancock ("The Blind Side - Um Sonho Possível") se tornasse logo em Janeiro - mês em que estreou nas nossas salas de cinema - num dos mais marcantes do ano que está prestes a terminar. 

BEGIN AGAIN - NUM OUTRO TOM (Diana e Pedro)
Porquê? A história de um executivo de uma editora discográfica caído em desgraça que decide gravar o álbum de estreia de uma talentosa cantora/compositora com o coração partido nas ruas de Nova Iorque trás consigo a melhor banda sonora do ano bem como duas interpretações sublimes a cabo de um alucinado e excêntrico Mark Ruffalo e de uma apaixonante e afinadíssima Keira Knightley.
Porquê? O filme mais sério da Marvel até ao momento resultou num excelente entretenimento carregadinho com algumas das mais espectaculares e trepidantes cenas de acção do ano. Chris Evans provou uma vez mais que o fato do Capitão América foi feito mesmo à sua medida e os manos Anthony e Joe Russo que o franchise está em (muito) boas mãos!

FÚRIA (Diana e Pedro)
Porquê? Um filme que "esmurra" repetidamente o espectador graças à forma como é dirigido por David Ayer: sem paninhos quentes e sem qualquer medo de chocar.

Porquê? O enredo absolutamente genial saído da mente de Gillian Flynn, uma Rosamund Pike absolutamente assombrosa e o facto de, apesar do seu tema marcadamente sombrio - o desaparecimento misterioso de uma mulher - ter a virtude de ser tremendamente divertido.

GRAND BUDAPEST HOTEL (Diana e Pedro)
Porquê? Os cenários exuberantes, os diálogos carregados de ironia, a formidável interpretação de Ralph Fiennes... Tudo, mas mesmo tudo assenta na perfeição na mais recente excentricidade de Wes Anderson.

Porquê? A aventura espacial de James Gunn não é apenas para os fãs de fitas de super-heróis, mas também para todos aqueles que gostam de um filme recheado de acção, piadas em catadupa, personagens completamente fora do comum (o guaxinim Rocket e a árvore (pouco) falante Groot são geniais) e uma banda sonora que nos faz regressar aos bons e velhos anos 80.

INTERSTELLAR (Pedro)
Porquê? Um épico ENORME, um filme tão complexo quanto belo, que nos faz pensar (e questionar) acerca do nosso futuro, das nossas escolhas, da vida, do amor... Uma longa-metragem completamente obrigatória, em que tudo é perfeito (o enredo, os actores, a trilha sonora, a fotografia, os magníficos efeitos especiais...) e que ganha, indubitavelmente, uma outra vida no escuro de uma sala de cinema!

Porquê? Uma longa, alucinante e desvairada viagem repleta de sexo, drogas e esquemas fraudulentos que assinala mais uma GIGANTESCA interpretação do injustiçado Leo DiCpario e mais um GRANDE filme no já assinalável currículo de Martin Scorsese.

LONE SURVIVOR - O SOBREVIVENTE (Diana e Pedro)
Porquê? Transposta para o grande ecrã por Peter Berg (sim, o responsável pelo muitíssimo criticado "Battleship - Batalha Naval"), a incrível história verídica de quatro soldados que lutam pela sua sobrevivência em território inimigo tem como grandes trunfos o realismo das suas cenas de acção bem como a tensão latente exibida praticamente desde o seu início e que é capaz de tirar o fôlego a qualquer espectador.

NIGHTCRAWLER - REPÓRTER NA NOITE (Diana e Pedro)
Porquê? Protagonizado por um Jake Gyllenhaal em grande forma (que não física) no papel do psicótico e ambicioso Lou Bloom, a estreia atrás das câmaras de Dan Gilroy resultou numa surpreendente e vibrante viagem até ao (chocante) mundo do jornalismo sensacionalista.

Porquê? Uma montanha russa de emoções fortes carregada de elaboradas sequências de acção que prova que, apesar de difícil, é possível uma sequela bater o original.

Porquê? Um elenco de peso e ao seu melhor nível - encabeçado pelas extraordinárias Meryl Streep e Julia Roberts - conduzem o espectador para um carrossel de emoções fortes ao qual é difícil ficar indiferente.

Porquê? Um filme maduro que se distingue pela sua simplicidade, por não cair em clichés típicos do género, pela importância que atribui ao amor e à esperança e pelos belíssimos desempenhos de Kate Winslet (sempre excelente!), Josh Brolin e Gattlin Griffith. 

Porquê? É uma película poderosíssima, uma adaptação fidedigna da obra que lhe deu origem, com momentos fortes e travos de humor, simbolismo e suspense. O seu único pecado é estar dividida em duas partes. Um ano é demasiado tempo para ver o resto...