domingo, 19 de junho de 2016

REVIEW: "Baby Blues Volume 14: A Maternidade Não é para Mariquinhas"


FICHA TÉCNICA:
Autores: Rick Kirkman e Jerry Scott
Número de páginas: 132
PVP - 12,60€

SINOPSE OFICIAL:
Tal como os milhões de pais caloiros que lêem a tira «Baby Blues», os MacPhersons descobrem que a paternidade é mais gratificante – e frustrante – do que algum dia esperaram...

O VEREDICTO:
A Bizâncio presenteia-nos com uma banda desenhada que é o mais fiel retrato do quotidiano de uma casal com dois filhos (ou seja, em minoria!)...
Ficamos solidários com a dupla mártir Darryl e Wanda e a tortura diária de reclamações, queixinhas, pedidos, exigências e birras que aguentam estoicamente dia após dia, ano após ano, sem um único momento de paz e sossego...
Ser pai é ser «conselheiro, curandeiro, lenço de assoar», é ajudar a fazer os trabalhos de casa (por muito que prefiramos esparramar-nos no sofá), é ter que ir procurar os utensílios de cozinha à casa-de-banho, ouvir 1234567879843 «por favor» por dia, tentar não chegar muuuito tarde à escola de manhã, ensinar a diferença entre «documentários» e «desenhos-animados», saber distinguir os «períodos aleatórios de silêncio» e os «minutinhos-apocalipse» (quando os miúdos estão calados ou adormeceram ou estão a destruir a casa), tentar ter uns segundinhos de sossego na banheira (we can do it!), fazer os possíveis para não matar a criança quando vamos jogar à bola com ela, cozinhar, limpar, mudar fraldas e... 

Onde é que é o meio do nada?
Quem é que inventou a pasta dos dentes?
De que é feita a alcatifa?
Como é que o som sai do rádio?
Os peixes sorriem?
Quantas páginas tem um livro?
Porque é que os gorilas não usam jóias?
Que é que quer dizer o 'T' de «T-shirt»?
Como é que se metem as minas nos lápis?
Donde é que vem a pastilha elástica?
O computador é mais inteligente do que um telefone?
As galinhas cantam?

...sobreviver à rajada mortífera de perguntas com que nos bombardeiam constantemente.

Não é fácil mas até acaba por ser um trabalho divertido (o puto cá de casa andou uns valentes anos a acreditar que foi comprado numa promoção duma loja de brinquedos).

Rick Kirkman e Jerry Scott tinham aqui material para um drama de grandes proporções, mas ao invés de sucumbirem à facilidade de toda uma panóplia de situações dignas de um filme de terror criaram antes uma bem-disposta e agradável leitura, com tiradas absolutamente hilariantes.

É um livro que aconselhamos veementemente pois é genuinamente bom!

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