segunda-feira, 15 de junho de 2015

REVIEW: "Mundo Jurássico"


FICHA TÉCNICA:
Realizador: Colin Trevorrow
Actores: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Ty Simpkins
Género: Aventura/Acção/Thriller/Ficção Científica
Duração: 2 horas e 5 minutos

SINOPSE:
Senhoras e senhores! Meninos e meninas! Bem-vindos à reabertura do local mais cool de que há memória: o Parque, desculpem, o Mundo Jurássico! 
Há dinossauros para todos os gostos! Aquáticos, voadores, carnívoros, herbívoros e agora até híbridos. Aqui a diversão é garantida e a segurança também! Bem, pelos menos até a última atracção, the one and only Indominus Rex, o predador dos predadores, decidir colocar a cabeça de todos os visitantes a prémio. Aí, é cada um por si e salve-se quem puder!

O VEREDICTO:
Passaram-se vinte e dois anos desde a estreia de "Parque Jurássico", filme de Steven Spielberg que encheu salas de cinema e fez sonhar milhões de miúdos e graúdos (eu incluído) espalhados pelos quatro cantos do mundo e a questão em relação a este MUNDO JURÁSSICO era se conseguiria estar ao mesmo nível do original (e porque não do segundo filme da saga, "O Mundo Perdido: Jurassic Park" (1997), que apesar de muito criticado - injustamente, na minha opinião - tem vários momentos de pura diversão como a cena em que o T-Rex se deleita com um aterrorizado rapaz que tenta fugir para o interior de um Blockbuster).

Contrariamente ao que seria expectável, o californiano Colin Trevorrow, que se estreou na direcção de longas-metragens com a pérola indie "Safety Not Guaranteed", de 2012 (vão a correr vê-lo!), conseguiu dirigir o seu primeiro filme de grande orçamento com enorme segurança, demonstrando um colossal à-vontade nas exigentes cenas de acção e tendo sempre o cuidado (e o bom-senso) de reverenciar a aventura que deu origem ao franchise (seja através da partitura da autoria do óscarizado Michael Giacchino, da sequência em que são utilizados os míticos jipes com o logótipo do primeiro parque ou mesmo o local escolhido para o clímax deste filme, só para citar três exemplos). Aliás, Trevorrow não só homenageia, como não se coíbe de copiar (pedir emprestadas?) algumas ideias da longa-metragem original (a aparição em grande estilo dos gallimimus - lembram-se daqueles dinossauros que parecem avestruzes? - é praticamente igual neste MUNDO JURÁSSICO).

Quanto à grande novidade deste quarto capítulo - o terrível híbrido Indominus Rex - não deixa os créditos por mãos alheias, sendo uma verdadeira killing machine que extermina (ou abocanha, como quiserem) tudo o que lhe aparece à frente, sem dó nem piedade (como um verdadeiro vilão deve fazer, acrescento eu).  
Em relação às preocupações que surgiram quanto aos efeitos especiais assim que foi dado a conhecer o primeiro trailer do filme revelaram-se, felizmente, infundadas, visto o parque estar com um aspecto absolutamente maravilhoso, funcional, futurista e repleto de geringonças que qualquer um de nós gostaria de experimentar (um bilhete para as esferas rolantes, faxavor!).

No entanto, nem tudo são "unicórnios a correr no prado" neste MUNDO JURÁSSICO, pois existem algumas falhas:
Os actores são meros figurantes (nem o próprio Chris Pratt, que tão bem conta de si deu no excelente "Guardiões da Galáxia" (2014) consegue fugir a um registo algo mediano), escapando entre os seus pares um divertido Jake Johnson, que consegue fazer render os poucos minutos que tem debaixo dos holofotes (e a culpa não é apenas da t-shirt alusiva a "Parque Jurássico" que tão orgulhosamente ostenta (onde é que consigo uma igual?)), o introvertido Ty Simpkins (o pequeno nerd que conhece melhor os dinossauros do que eles próprios e que tem uma relação com o seu irmão - protagonizado por Nick Robinson - com vários pontos de contacto com a vivida por Joseph Mazzello (Tim) e Ariana Richards (Lex) em "Parque Jurássico") e os saltos altos todo-o-terreno de Bryce Dallas Howard (stilettos que permitem fugir a dinossauros? Yes, please!);
O uso de criaturas em CGI não causa tanto impacto no espectador quanto os velhinhos dinossauros animatrónicos dos primeiro e segundo filmes. Falta-lhes realismo (bem, talvez porque não sejam reais, excluindo o brontossauro mecânico que partilha uma cena bastante emotiva com Pratt e Dallas Howard);
E, claro, o porquê de continuarem a reabrir o parque se as coisas terminam sempre mal? Porquê? Nunca ouviram falar em aprender com os erros, senhores argumentistas? 

Apesar dos supracitados aspectos menos fortes, MUNDO JURÁSSICO resulta num filme-pipoca vibrante, espirituoso, desmiolado e sem pretensões de ser mais do que realmente é: divertido comó caraças!

NOTA (0 a 5):
4,5

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