sábado, 7 de março de 2015

O MÊS EM ANÁLISE: Fevereiro 2015

DIA 5:

O VEREDICTO: Apesar da grande interpretação de Julianne Moore (merecidamente recompensada com o Óscar de Melhor Actriz) e da actualidade do tema - a luta de uma professora contra a doença de Alzheimer - "O Meu Nome é Alice" não encontra soluções para não entrar no melodrama excessivo, sendo apenas mais um filme cujo potencial augurava bem mais.
NOTA - 2,5 em 5

O VEREDICTO: Cinebiografia em tom documental, "Selma - A Marcha da Liberdade" tem os seus pontos fortes no elenco (nos quais se destacam David "Martin Luther King Jr." Oyelowo, Tom "Lyndon B. Johnson" Wilkinson e, apesar do pouco tempo de antena, Tim "George Wallace" Roth) e na reconstituição da época, sendo igualmente de salientar a realização clean de Ava DuVernay, que apesar de ter filmado algumas cenas fortes - sendo o exemplo máximo a que ocorre na ponte Edmund Pettus - optou por nunca entrar no drama excessivo ou em didatismos baratos.
NOTA - 3,5 em 5

O VEREDICTO: Inicialmente ambientado em terrenos próximos de "Os Cavaleiros do Asfalto" (1973), "Tudo Bons Rapazes" (1990) e até mesmo de "Casino" (1995), a nova longa-metragem de J.C. Chandor ("Margin Call - O Dia Antes do Fim", "Quando Tudo Está Perdido") demarca-se posteriormente dos filmes de Scorsese, seguindo (e bem) o seu próprio caminho, ao apostar num tom mais pausado e menos centrado na violência para mostrar a vida de um homem de negócios (excelente interpretação de Oscar Isaac) cujo único intuito é preservar a sua família (onde se encontra a Anna Morales de Jessica Chastain, mais um belo papel da actriz californiana) bem como a honestidade e integridade dos seus negócios.
NOTA - 3,5 em 5


DIA 12:

O VEREDICTO: Protagonistas sem talento e com tanta química quanto azeite e água, uma história (?) com mais buracos que queijo suíço e uma dose de sensualidade que só encontra paralelo nos pêlos do peito do brasileiro Tony Ramos fazem deste "As Cinquenta Sombras de Grey", desde já, um dos mais fortes candidatos a pior filme do ano!
NOTA - 0,5  em 5


DIA 19:

O VEREDICTO: Extremamente cool, repleto de acção sangrenta - apesar do vilão belfo e nerd encarnado por Samuel L. Jackson ser avesso a sangue - ironia, humor e gadgets de fazer inveja a Q, "Kingsman: Serviços Secretos" é a prova de que Matthew Vaughn ("Kick-Ass", "X-Men: O Início") é um dos melhores e mais influentes cineastas da cultura pop actual.
NOTA - 4,5 em 5

O VEREDICTO: Seis narrativas que revelam de forma desassombrada temas como o stress, a violência e a corrupção. Seis críticas sociais que mostram o pior de cada um de nós. Seis histórias deliciosas (com especial destaque para o segmento protagonizado pelo "explosivo" Ricardo Darín) carregadas de humor corrosivo, ironia e uma grande dose de exagero. Resultado? Um filme, a todos os níveis, notável!
NOTA - 4 em 5


DIA 26:

O VEREDICTO: Apesar da falta de originalidade e de alguns clichés, a estreia de Julius Avery na direcção de longas-metragens consegue entreter, graças a algumas cenas de acção bem conseguidas e à química do trio protagonista (Brenton Thwaites, Ewan McGregor e Alicia Vikander).
NOTA - 3 em 5

O VEREDICTO: Tim Burton deixa de lado a sua excentricidade (mas não completamente) para filmar a história de uma pintora (uma luminosa Amy Adams) célebre pelos seus retratos de crianças com olhos enormes e assustadores que, na década de 50, teve que lutar em tribunal contra o próprio marido (um sempre impecável Christoph Waltz), pois este afirmava ser o verdadeiro autor das suas obras. Para além das belíssimas performances da dupla protagonista, "Olhos Grandes" tem também como outros aliciantes a superlativa fotografia do francês Bruno Delbonnel e a melodiosa banda sonora de Danny Elfman.
NOTA - 3,5 em 5
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