quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O MÊS EM ANÁLISE: Janeiro 2015

DIA 1:

O VEREDICTO: Um filme insólito, revigorante e muito divertido em que todas as peças encaixam na perfeição - a realização magistral (e sem pausas) de Alejandro González Iñárritu, o enredo original assinado pelo próprio Iñárritu com a colaboração de Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris e Armando Bo, as performances soberbas de Michael Keaton (num papel que lhe encaixa como uma luva) e do sempre brilhante Edward Norton, a excepcional e invulgar banda sonora criada por Antonio Sanchez...
NOTA - 5 em 5

O VEREDICTO: Apesar de contar com um elenco de peso - Meryl Streep, Chris Pine, Anna Kendrick, Emily Blunt, James Corden, Johnny Depp... - , a adaptação do musical da Broadway com o mesmo nome falha redondamente nesta sua transição para o grande ecrã, oferecendo apenas alguma boa-disposição e um excelente design de produção.
NOTA: 2 em 5 

O VEREDICTO: Um drama biográfico com um pequeno toque de thriller que se assemelha a um longo (e pachorrento) jogo de xadrez onde as "peças" - com particular destaque para um sinistro Steve Carell - são (vagarosamente) colocadas até ao ansiado (e propalado) clímax.
NOTA: 2 em 5

DIA 8:

O VEREDICTO: Apesar da premissa interessante - a (difícil) coexistência entre homens e máquinas num futuro distópico - "Autómata" não é mais do que uma reciclagem de ideias e de filmes do género (com "Eu, Robot" (2004), de Alex Proyas, à cabeça) que faz da falta de rasgo a sua imagem de marca. 
NOTA: 1,5 em 5

O VEREDICTO: Uma extraordinária história de resiliência e coragem, que apesar do desempenho (físico e psicológico) notável de Jack O'Connell e da belíssima fotografia de Roger Deakins, necessitava de um "comandante" mais experiente para levar o barco a bom porto.
NOTA: 3 em 5

DIA 15:

O VEREDICTO: A incrível história de um dos maiores génios do século passado é transposta para o grande ecrã de forma brilhante pelo norueguês Morten Tyldum, que assina um thriller biográfico superior ancorado numa interpretação sublime de Benedict Cumberbatch. 
NOTA: 4 em 5

O VEREDICTO: Sem ideias e emoção, mas com muita previsibilidade e diálogos saídos de um estabelecimento prisional, o (desnecessário) regresso de Bryan Mills ao grande ecrã vale por um par de cenas de acção mais bem conseguidas. Infelizmente, apesar de estar a ser vendido como o último capítulo da saga, apostamos que Liam Neeson regressará ao papel que lhe tem enchido os bolsos para (possivelmente) resgatar o neto (ainda por nascer) de um grupo de auxiliares de educação que se dedicam a raptar bebés indefesos nas horas vagas.  
NOTA: 1 em 5

DIA 22:

O VEREDICTO: Transposta para o grande ecrã pelas mãos calejadas de Clint Eastwood, a incrível narrativa verídica do atirador furtivo mais letal da história do exército norte-americano tem como grandes trunfos a entrega assombrosa de Bradley Cooper ao papel do malogrado Chris Kyle, o realismo das suas cenas de acção bem como a tensão latente exibida desde os primeiros minutos e que é capaz de tirar o fôlego a qualquer espectador.
NOTA: 4,5 em 5

DIA 29:

A TEORIA DE TUDO
O VEREDICTO: Ancorada numa monstruosa interpretação de Eddie Redmayne, a longa-metragem de James Marsh mostra de uma forma simples mas tocante o lado mais pessoal do génio Stephen Hawking e prova, uma vez mais, que por detrás de um grande homem existe sempre uma grande mulher.
NOTA: 4 em 5

O VEREDICTO: Um olhar intenso e inquietante sobre a busca da perfeição que vive da energia e da (muita) química entre as personagens encarnadas por Miles Teller e J.K. Simmons, sendo que a interpretação deste último - e toda a intensidade por ele colocada no papel - merecem, sem qualquer dúvida, todos os louvores e prémios arrecadados até ao momento.
NOTA: 4,5 em 5

O VEREDICTO: Jason Statham tenta mostrar a sua faceta mais dramática nesta nova colaboração com Simon West ("The Mechanic - O Profissional", "Os Mercenários 2"), mas contrariamente ao esperado (ou talvez não) a sua interpretação (bem como o filme em si) só nos consegue arrancar um enorme bocejo.
NOTA: 1 em 5
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